segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

SUBSÍDIO PARA A HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO " LISBOA CLUBE RIO DE JANEIRO-LISBOA



O TEMPO E A MEMÓRIA 


Porque nunca  fui rapaz de sofá e bem pelo contrário sempre irrequieto quanto baste  esta foi também uma ocupação durante os meus tempos de Bairro Alto -Lisboa.
Os amantes das marchas populares  conhecem muito bem o "Lisboa Clube Rio de Janeiro", Rua da Atalaia/ Travessa da Queimada em pleno Bairro Alto. Nunca participei nas Marchas  mas fui Junior nas suas camadas de futebol que muito me honrou.











Isaías Cordeiro

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

LUGARES DO NORDESTE- BODEGAS DE URROS- MOGADOURO


                                             PATRIMÓNIO  COM VALOR HISTÓRICO
Bodegas são pequenos túneis encravados no solo de rocha mole que foram escavadas e alargadas pelos seus proprietários quase sempre de forma alongada  e com dimensões médias de dois a quatro metros quadrados e tecto em abobada com cerca de dois metros de altura.
Pelas suas características, as bodegas possuem  sistema natural de climatização e arejamento mantendo  o vinho a uma temperatura bastante baixa.
A sua construção remonta aos anos trinta e quarenta do século passado.

 As fotos aqui postadas foram recolhidas em dia de caminhada mensal nesta aldeia de Urros no dia 26 de Novembro de 2017.














Isaías Cordeiro




sexta-feira, 24 de novembro de 2017

LUGARES DO NORDESTE-PATRIMÓNIO RELIGIOSO-FIGUEIRINHA -TRAVANCA.


                                   IGREJA DE FIGUEIRINHA  DE TRAVANCA-MOGADOURO


Figueirinha de Travanca é uma pequena freguesia do  concelho de Mogadouro e é anexa à freguesia de Travanca, dista desta  freguesia cerca de três quilómetros aproximadamente.Esta pequena aldeia deve ser muito antiga, a avaliar pelo castro pré-romano que tem a um pouco mais de trezentos metros e que é um dos mais extensos de todo o Nordeste Trasmontano.
A igreja paroquial actual, bastante interessante, data do século XVII ou dos finais do século XVI. o elemento datado mais antigo que se encontra na igreja é um sino com uma inscrição que diz: SANTA MARIA ORA PRO NOBIS ANNO 1669. Anteriores a esta inscrição não se conhecem  outros documentos que falem da igreja paroquial.
Arruinada pelo tempo e na segunda metade do século XVIII, pelo ano de 1769 ou já no ano de 1770, houve necessidade de reconstruir de raiz a capela mor e reconstruiu-se  também o corpo da igreja como indicam as transformações sofridas em alguns elementos arquitecturais do templo.

O retábulo desta igreja tem muito interesse porque está assinado e datado.É um retábulo arcaizanto  pela disposição dos elementos arquitectónicos e pela própria ornamentação. É popular pela disposição das figuras e pela escultura das mesmas. Foi construído em 1740. Foi seu autor António da Ponte, natural de S. Martinho do Peso.
No fundo da coluna estava escrito o seguinte dístico que hoje se encontra na predela do lado direito do retábulo ou seja no fundo do nicho do lado direito: Ano de 1740 aos 12 de S.bro se assentou este retábulo António da Ponte e fez em S.Martinho do Peso. Cura desta igreja o Rev. do P. Ant.Rois Veiga e abbade em Travanca Inácio Luis de Campos. No mesmo ano foi de grande tormenta que veio a  10 de Junho e não deixou pão nem vinho,nem fruto algum em 50 lugares de Vilar Chão até Miranda.

ALÇADO PRINCIPAL
SINOS DA IGREJA

PORTA DO ALÇADO FRENTE
 Pesquisas da NET

Isaías  Cordeiro

domingo, 19 de novembro de 2017

SUBSIDIO PARA A HISTÓRIA DOS CAMINHOS DE FERRO DE PORTUGAL



                                  ESTAÇÃO DE LAGOAÇA- FREIXO DE ESPADA Á CINTA

  Reabilitada para fins culturais e outras de interesse público a estação de Lagoaça encontra-se em excelentes condições  para uma visita mais cuidada já que  nas antigas instalações  são desenvolvidas algumas actividades. Aproveitem para  uma viagem no imaginário  sobretudo aqueles que desta estação viajaram ao longo de muitos anos. Em 29 de Setembro de 1964 daqui parti para Lisboa.

 












Isaías Cordeiro

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

SUBSIDIO PARA A HISTÓRIA DE PISÕES NO CONCELHO DE MOGADOURO


                       


  
 PISÃO NA RIBEIRA DO SOUTO-MOGADOURO



 Fui ao lugar do Souto- Mogadouro na companhia do amigo Dr. Jorge Afonso numa curta visita aos seus apiários. Sabendo  ele do meu gosto pelos moinhos movidos a água e sua  história fez questão  em  me levar à foz da ribeira do Souto local onde outrora laborava um moinho  bem estruturado, composto por dois conjuntos de cubos em granito de descarga de água bem como dois conjuntos de mós em perfeito estado de conservação mantendo ainda  ambas a segurelha peça de ligação da mó rotativa ao rodízio. As paredes  de toda a estrutura estão em bom estado e mesmo submersas pelas águas da bacia do baixo Sabor até chegar esta grande seca generalizada  mantêm a traça de original. 
Falávamos de património antigo existentes por estas  bandas muito dele perdido por falta de interesse  ou por incapacidade da sua manutenção. Permitam-me a minha modesta forma de ver  a questão do património existente na bacia do Baixo Sabor! Antes da construção das barragens diziam os iluminados que todo o património era para preservar fosse ele o que fosse. Guardaram -se a apenas fotografias para mais tarde recordar porque de resto sobram umas paredes para lagartos que também têm direito  a viver nos contornos deste anterior rio selvagem de beleza ímpar.

 Falava  o amigo do Pisão  naquele local existente bem no cume do rochedo de forma rectangular escavado na rocha. Mesmo coberto de  ramos e folhagem dá bem para ver e numa primeira abordagem pensei ser uma lagareta em que a escavação se parece com a existente no Castro de Castelo Branco mais propriamente no cabeço dos mouros. A existência do moinho com toda a sua estrutura  na foz da ribeira junto desta escavação dá consistência  a ser um pisão.

                                    Pisões , um pouco da sua história e sua utilidade


Os tecidos de lã apresentavam-se frouxos quando saiam do tear, pouco consistentes e sujeitos a desfiar. Este pano designava-se "encherga" e tinha que ser pisoado ou seja fortemente batido estando molhado, para apertar e empastar as fibras da trama e da teia. Os dispositivos que desempenhavam esta função chamam-se pisões e acredita-se que esta actividade  tenha sido introduzida na península pelos romanos.
Tinham um conjunto de dois maços de madeira articulados numa engrenagem que lhes transmitia movimentos contínuos verticais, batendo o tecido que se colocava numa caixa aberta. Embebido em água ou noutros  produtos necessários para este fim, "incorporar / lavar /impermeabilizar".
A força motriz que movimentava os pisões era fornecida por uma roda movida por água corrente como um moinho ou azenha. A própria  estrutura era semelhante.








Isaías Cordeiro